22 de setembro de 2015

Famílias Agricultoras comemoram 1º aniversário das Feiras Agroecológicas da região do Cariri, Seridó e Curimataú

Produzir alimentos saudáveis, sem o uso de agrotóxicos, no quintal de casa e em convivência com o fenômeno de estiagem que atinge a região do Semiárido, tem sido o desafio das famílias que vivem da agricultura familiar que tem como base a Agroecologia. É nesta perspectiva que as famílias agricultoras do território do Cariri, Seridó e Curimataú buscam com muita resistência, incentivar o consumo desses alimentos e a promoção da qualidade de vida e da segurança alimentar e nutricional das famílias da região.

Para tanto, realizam 4 feiras da agricultura familiar  nos municípios de Soledade, Tenório, Juazeirinho e Cubatí e para comemorar o aniversário de um 1 ano da comercialização do excedente da produção e do consumo desses alimentos, celebrarão no próximo dia 23 (quarta-feira),  em Soledade,  um grande encontro que reunirá as famílias da  região, consumidores e  parceiros para comemorar este momento. O evento conta com a realização do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar em parceria com a entidade de assessoria técnica e sócio-organizativa Patac. Também será comemorado os 7 anos da Bodega Agroecológica do Coletivo, primeiro espaço de comercialização desses produtos neste território.

Uma grande feira será montada na Praça José de Melo, no centro de Soledade, a partir das 6h, onde as pessoas poderão encontrar: Hortaliças, doces, bolos, polpas de frutas da região, galinha de capoeira, ovos, massas de milho (fuba e farinha), queijos, salgados integral, manteiga da terra, tapioca, mudas, artesanato, dentre outros produtos da agricultura familiar. O evento também contará com apresentações culturais e uma rádio interativa, e será finalizado com a partilha de um grande bolo, produzido pelas mulheres agricultoras da região que será degustado pelos participantes.

Segundo a agricultora, Maria Betânia Buriti, do município de Pedra Lavrada, esse momento de comemoração representa a valorização dos agricultores e agricultoras e está mostrando uma realidade diferente do que normalmente a mídia e outros setores da sociedade retratam sobre o Semiárido, que são informações pessimistas e imagens de um cenário de morte, seco e sem produção. “Comemorar a realização das feiras é reafirmar que as famílias agricultoras têm garantido a produção para o consumo familiar e comercialização, prezando pela sua soberania, segurança e qualidade, mesmo diante de grandes ameaças e desafios”.


A produção de alimentos saudáveis no quintal de casa é uma política de convivência incentivada pela a Articulação Semiárido Brasileiro (Asa Brasil) e Articulação do Semiárido Paraibano (Asa PB) através dos programas de acesso água, Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC) e Programa uma Terra e Duas Águas (P1+2), ambos prevê a construção de cisternas e implementações (Barragens, Cisternas-Calçadão, Cisternas de Enxurradas, Barreiros Trincheiras, etc.) para capitação de água de beber e para produzir, respectivamente, estimulado por um processo de formação sociopolítico realizado com as famílias. Neste território cerca de 7 mil famílias já foram apoiadas com essas tecnologias. 

18 de setembro de 2015

Juventude Camponesa se destaca em produções audiovisuais

A oficina de Cinema realizada com o Grupo de Trabalho da Juventude (GT de Juventude) na Região do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar em parceria com o Patac e o Cinema Nosso, através do Projeto Brasil 3.0, que busca democratizar o audiovisual e construir narrativas que conectem campo, floresta e cidade começou a revelar os talentos para as produções cinematográficas, até então, escondidos no Semiárido.

Os dois curtas (“Cumade Fulozinha e a Volta do Filho da Terra”; e o “Logo Ali”) produzidos pelos jovens que participaram da oficina, que foi realizada no mês de junho desse ano (2015) já mereceram lugares de destaque na trajetória de seleções do Cinema Nosso. Da equipe de produção do primeiro filme, que teve como cenário a comunidade Canoa de Dentro, em Pedra Lavrada, dois novos roteiros já foram escolhidos através do Concurso de Roteiros Brasil 3.0, o primeiro é o do jovem Alyssom Queiroz intitulado de "Canoa de Fora: um naufrágio da comunicação manipuladora", já o segundo intitulado de “O que nos espera no futuro?” foi desenvolvido pelo jovem Wellington Gomes. As películas serão desenvolvidas e produzidas com um apoio de R$ 1.000,00 e terão como protagonistas da produção, do elenco e da edição os meninos e meninas camponeses/sas da região.