20 de junho de 2013

PATAC e Coletivo participam de reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba



O Patac, através do seu Coordenador do Programa Manejo Sustentável da Biodiversidade, Antônio Carlos Pires de Mello, e a Associação Coletivo Curimataú, Cariri e Seridó, através de Edvan Farias, participaram da 2ª reunião extraordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba (CBH-PB) nesta segunda-feira, (18/06), na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), para discutirem a atual situação do açude Epitácio Pessoa (açude de boqueirão) diante do período de estiagem e debaterem questões internas do comitê.
Conforme pesquisa realiza pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) no início deste ano, o Açude de Boqueirão está na eminência de uma crise no abastecimento de água para a cidade de Campina Grande e outros 25 municípios do Estado que recebem água deste reservatório. Ainda segundo a pesquisa, a capacidade atual de estocagem do açude de boqueirão é de 49%.

De acordo com o Plano Estadual de Recursos Hídricos da Paraíba, aprovado em 2006, o açude Epitácio Pessoa possui capacidade de fornecer 1,23 metros cúbicos de água por segundo. No entanto, usuários estão retirando um volume de água acima deste valor.
Durante a reunião, o comitê decidiu oficializar a problemática do açude de boqueirão para a Agência Nacional de Águas (ANA), órgão responsável pela gestão do açude, através de uma nota de repúdio, além de divulgar nos meios de comunicação a existência e a importância CBH-PB.

Membros do comitê também aprovaram um parecer que reivindica junto a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) a atualização do Plano de Bacias Hidrográficas, elaborado em 2002. Outra preocupação do Comitê é a atualização de seu regimento interno. Para tanto, foi organizado um grupo de membros do Comitê para apresentar uma nova proposta, no intuito de viabilizar a formação de quórum em reuniões.
Segundo Antônio Carlos, “esse é um importante espaço de co-gestão de políticas públicas, onde está presente a sociedade civil e o governo, e que exige de nós, a sociedade civil, um esforço de participar destes espaços, levando a problemática que está sendo vivenciada pelos agricultores, no sentido de influenciar políticas públicas para a melhoria da convivência com o Semiárido”.

 

17 de junho de 2013

GAPA: Gestão sustentável de água gera conhecimento entre agricultores


Visita à propriedade de Maria Vitória
A chuva que há meses não caía no cariri paraibano percorreu pelos caminhos de terra do Sítio Qualhada, zona rural do município de Cubati, durante os dias 13 e 14. A água alegrou os agricultores e agricultoras e não os impediu de participarem da Capacitação de Famílias em Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA), orientada pela equipe da Unidade Gestora PATAC. Os cerca de 40 trabalhadores e trabalhadoras rurais participantes do encontro terão acesso a reservatórios de água do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).
Para entender e fortalecer o uso e o manejo sustentável da água foram desenvolvidas atividades de reflexão sobre a importância deste bem para o convívio com o Semiárido e sobre o arredor de casa enquanto espaço de desenvolvimento  do trabalho e de sociabilidade da família. Homens e mulheres discutiram a divisão de tarefas em suas propriedades. Isabela Cristina, facilitadora do GAPA pelo PATAC, explica que essa discussão é importante para a valorização do trabalho do homem e da mulher. “É importante para fortalecer os laços da família em casa e a relação entre marido e mulher, para que ambos não sejam sobrecarregados com o trabalho. Além de criar um ambiente mais saudável.”
 
Durante à tarde do primeiro dia os agricultores e agricultoras visitaram o arredor de casa de Maria Vitória de Medeiros, 41 anos. Ela mora no Sítio Qualhada e depois que teve acesso a uma cisterna-calçadão em 2012, Vitória começou a produzir alimentos sem agrotóxicos.  “Eu trabalho com canteiros agroecológicos e nessa visita eu não só mostrei como trabalho, como também aprendi com eles. Por exemplo, eu aprendi a plantar cenoura e beterraba e amanhã mesmo vou começar a cultivar.”  Maria Eulira de Souza, 58 anos, mora no Sítio Campo de Cima e conta como foi a visita a propriedade de Vitória. “Vitória usa canteiro feito de cimento e eu só uso umas pedras pra separar os canteiros. É fácil de fazer o canteiro dela. Quando eu ganhar minha cisterna eu vou fazer meu canteiro igual ao dela”.
 
Agricultora planeja arredor de casa
Quem não pode ir ao encontro discutiu com os familiares, em casa, o que deve mudar no arredor de casa com a chegada das cisternas e barreiros. A maioria dos participantes planeja iniciar o cultivo de hortas e fruteiros ou aumentar a produção de vegetais e frutas, enquanto o restante deseja utilizar a água para a criação de animais de pequeno porte. “Todo mundo tem um sonho e quando a gente recebe uma benção de Deus, como essa cisterna de enxurrada que minha família está ganhando, a gente tem que saber usar bem”, adverte Francisco da Silva, 39 anos, morador do Sítio Canoa Velha, e complementa, “eu planto laranja, acerola e outras frutas, mas a gente tem dificuldade pra aguar, porque tem pouca água, e fica todo mundo triste lá em casa. Com a cisterna que está sendo construída, é isso que quero mudar”.  
 
Para Antônio Carlos Pires de Melo, coordenador do P1+2/MDS pelo PATAC, a implementação destas tecnologias de armazenamento apresentam um diferencial. “O nosso princípio é a agroecologia. Ela que orienta o trabalho não só do PATAC, mas de todas as instituições da ASA envolvidas no P1+2, no sentido de resgatar, valorizar e irradiar boas experiências no processo de formação dos agricultores e agricultoras”.
Ao final do encontro, os agricultores e agricultoras foram orientados de como será o período de construção das cisternas e as responsabilidades das famílias, dos pedreiros e dos animadores.  Antônio Carlos avalia o encontro. “Nós atingimos o objetivo de dar visibilidade e valorizar o papel da mulher na produção nos arredores de casa e também planejar o que vamos fortalecer no caráter produtivo”.
 

Pedreiros participam de capacitação para construção de cisternas de placas em Cubati-PB

Cerca de 90 pedreiros estão participando desde a última terça-feira, 11 de junho, até o próximo domingo, 16, de uma capacitação para a construção de cisternas de placas dos Programas Um Milhão de Cisternas - P1MC(cisternas para água de beber e cozinhar), e Uma Terra e Duas Águas - P1+2, (reservatórios de água para a produção). O encontro teórico aconteceu na Capela da Comunidade de Coalhada, no município de Cubati, no Cariri Paraibano.
 
A capacitação é uma ação do P1MC, por meio da Unidade Gestora Microrregional Centro de Ação Cultural (UGM CENTRAC) em parceria com a Unidade Gestora Territorial PATAC (UGT PATAC) do P1+2. A formação tem duração de 48 horas e faz parte das atividades dos dois programas, que na Paraíba são desenvolvidos pelas organizações integrantes da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba) com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por meio do Programa “Água para Todos”.
 
O objetivo da capacitação é qualificar novos e antigos pedreiros nos aspectos técnicos e sociais, refletindo em uma melhor qualidade das construções no Semiárido.A formação é composta por momentos teóricos e por momentos de prática, onde o pedreiro iniciante ajuda a construir uma cisterna junto com um outro pedreiro mais experiente. “Essa parte prática leva mais tempo, pois é preciso que o pedreiro aprenda fazendo ele mesmo, então cada cisterna é feita por um número pequeno de pessoas”, explica Zilma Maximino, coordenadora Do P1MC na UGM CENTRAC.
 
O evento reuniu pedreiros experientes e iniciantesdas cidades de Juazeirinho, Pedra Lavrada, Soledade, Cubati e São Vicente do Seridó. João Batista Soares, 48 anos, é morador do Sítio Justino, zona rural de São Vicente do Seridó, e desde 2011 participa dos encontros. “Eu aprendi a profissão de pedreiro, trabalhando em São Paulo. Resolvi voltar para minha terra e construir cisternas, foi quando comecei a participar das capacitações. Hoje, eu e meu amigo, Nildo, já construímos umas 250 cisternas lá na região do Seridó”.
 
Muitos pedreiros que foram ao encontro estavam lá pela primeira vez. Juvelino Manoel de Almeida, 30 anos, é um deles. “Eu já construía cisternas, mas um amigo me chamou pra conhecer como as cisternas de placa são construídas. Acho importante participar da capacitação porque aumenta nosso conhecimento.” Juvelino diz que os pedreiros não são valorizados na região, mas está feliz em participar do encontro. “As pessoas vão precisar de um pedreiro uma hora ou outra. Mas a gente não tem muito reconhecimento. Esse encontro deixa a gente mais motivado pra trabalhar”.
 
No evento, os pedreiros e os animadores de campo, Afonso Martins, do PATAC, e Antônio Albuquerque, do CENTRAC, discutiram sobre os modelos de cisternas construídas no Semiárido brasileiro, como as cisternas de alambrado e as de plástico. Também avaliaram, através de fotos, os problemas em algumas construções. Os participantes foram orientados sobre a forma correta e segura de trabalho na construção de cisternas e sobre a importância de estocagem de água, alimentos e forragem para os animais. “Nós também discutimos com eles os compromissos do pedreiro, como por exemplo, no momento da construção, a importância de verificar e conferir o material recebido e desenvolver um bom relacionamento com a família beneficiária da cisterna, que vai acolher e auxiliar o pedreiro”, informa ZilmaMaximino.
No evento os pedreiros recebem ainda uma cartilha informativa com o passo-a-passo da construção, elaborada pelo CENTRAC em parceria com o PATAC. O Encontro de Capacitação de Pedreiros em Cubati será o primeiro de outros três encontros, que deverão acontecer nos próximos meses. Os demais encontros serão em comunidades de Pedra Lavrada (P1MC) e em Cubati (P1+2).

10 de junho de 2013

Começa escavação de cisternas e barreiros na zona rural de Cubati

 

Escavação de Barreiro Trincheira
Três Cisternas de Enxurrada, três Cisternas Calçadão, dois Barreiros Trincheira e duas Barraginhas já começaram a ser construídos na zona rural de Cubati, no cariri paraibano. As escavações nesta região começaram na quarta-feira (05/06) e já foram concluídas. Estas construções vão garantir o acesso de famílias à água para o consumo humano e para produção de alimentos, um direito básico e de todos.
 
A construção destes reservatórios é uma ação do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), gerido pela ONG PATAC, em Campina Grande - PB, em parceria com o Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar e financiado com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Combate a Seca (MDS).
 
Na semana passada, iniciaram as escavações no Assentamento Dorcelina Folador (2 Barreiros Trincheira e 1 Barraginha), no Sítio Praia Nova (1 Cisterna de Enxurrada e 1 Barraginha), no Sítio Quixaba (3 Cisternas Calçadão) e no Sítio Canoa Velha (2 Cisternas de Enxurrada). Os barreiros já estão sendo construídos, enquanto a construção das cisternas deverá começar nos próximos dias, após o Encontro de Capacitação de Pedreiros, orientado pela equipe do Programa Uma Terra e Duas (P1+2).
 
A família de Eliana Rosemiro, 36 anos, e Francisco da Silva, 39 anos, é uma das que terão acesso a um reservatório. Ansiosos, eles acompanham a construção de uma Cisterna de Enxurrada no arredor de casa. “Tô muito feliz com a chegada dessa cisterna, vamos ter água de qualidade”, conta Eliana. O casal, que tem dois filhos, e há 15 anos mora no Sítio Canoa Velha, armazena água em pequenos reservatórios improvisados, de plástico. Francisco da Silva, diz que agora vai aumentar a produção de frutas e verduras e quer vendê-los nas feiras livres da região. “Agora a gente vai ter alimento de qualidade em casa e vou vender nas feiras pra gente aumentar a renda”, ambiciona Francisco.

João Batista e Maria Salete acompanham escavação
Quem também está feliz com a chegada de um Barreiro de Trincheira na comunidade, é João Batista Gonçalves, 67 anos. Casado com Maria Salete da Silva, 63 anos, há 13 anos e pais de 9 filhos, eles contam que a Barragem é a realização de um sonho. “Vai ser bom demais, a gente só tem uma pequena barragem. Agora, com essa maior, a gente vai ter como plantar todo tipo de fruta. Era nosso sonho", revela seu João.
 
Nesse atual termo de parceria, firmado entre o MDS e a Associação Programa 1 Milhão de Cisternas (AP1MC) da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), 67 reservatórios de água serão construídos no município, atendendo a demanda de  aproximadamente 300 pessoas.


4 de junho de 2013

PATAC e Centrac se reúnem para elaborar Encontro de Capacitação de Pedreiros

Equipes da Unidade Gestora Territorial PATAC (UGT PATAC) e da Unidade Gestora Microrregional Centrac (UGM CENTRAC) da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA-PB), estiveram reunidas na manhã desta segunda-feira, (03/06), na sede do PATAC, em Campina Grande, para a elaboração de um plano de capacitação de pedreiros em cisternas de beber, cisternas calçadão e cisternas de enxurrada. 

O Encontro de Capacitação tem o objetivo de qualificar novos e antigos pedreiros nos aspectos técnicos e sociais, refletindo sobre a qualidade das construções. Serão construídas 12 cisternas de beber do P1MC e 5 cisternas de produção do P1+2 (3 cisternas calçadão e 2 cisternas de enxurrada) com a participação de pedreiros experientes e iniciantes, o que permite a troca de experiências entre esses profissionais.

A capacitação deverá ocorrer a partir do dia 11 até o dia 26 de junho no salão comunitário da capela do sítio Qualhada, zona rural de Cubati, no Seridó do estado.  O Encontro de Capacitação de Pedreiros em Cubati será o primeiro de outros 3 encontros, que deverão acontecer nos próximos meses.