19 de março de 2012

Indignação dos Guardiões das Sementes


Jesus mestre salvador
Lá do céu está vendo
O que é que estão fazendo
Com o povo agricultor
É tirar o nosso valor
Mandar sementes pra gente
Com veneno é indecente
Deus não vai dar o perdão
É a indignação dos guardiões da semente
De apoio precisamos
Federal ou do Estado
Mas devemos ser consultados
Para saber o que plantamos
Por que nós não aceitamos
Virem com veneno pra gente
Saber que é indecente
Para nossa plantação
Esta é a indignação dos guardiões das sementes
Temos 38 espécies
230 variedades
Todas de boa qualidade
Que o povo todo conhece
Não sei o que acontece
Programas mandar pra gente
Só quatro achamos indecente
Fazemos revolução
É a indignação dos guardiões da semente
Nós sabemos que se plantar
As nossas variedades
Teremos com qualidade
Segurança alimentar
Também nós vamos zelar
O nosso meio ambiente
É bastante diferente
Desta outra plantação
É a indignação dos guardiões da semente
Nossos avós e nossos pais
Nos ensinaram a plantar
E também armazenar
Com produto naturais
Pimenta do reino é capaz
Para o trabalho da gente
Casca de laranja é excelente
Para a boa germinação
Está é a indignação dos guardiões da semente
Pedimos para não plantar
Pois temos diversidade
Mas se houver necessidade
De perto dela passar
Máscara e luva vamos usar
Para proteger a gente
Pois veneno é indecente
O mesmo é coisa do cão
Essa é a indignação dos guardiões da semente
Nos também temos clareza
Que o problema é financeiro
E com nosso dinheiro
Enricar mais as empresas
Veneno na nossa mesa
Com dinheiro da gente
Se chegar na minha frente
Digo ao chefe da Nação
Está é a indignação dos guardiões da sementes
No banco a semente está
Para a nossa autonomia
Pra quando chegar o dia
De o agricultor plantar
É só ele ir lá buscar
Voltar feliz e contente
Porque tem em sua frente
As sementes da paixão
Essa é a libertação dos guardiões da semente

(Joaquim Pedro de Santana)

14 de março de 2012

III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia de Esperança-PB denuncia violência pelas ruas da cidade

A cidade de Esperança, no agreste da Paraíba, parou neste 08 de março, Dia Internacional da Mulher, para assistir a III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, realizada na manhã de hoje pelas agricultoras ligadas aos sindicatos e organizações que compõem o Polo da Borborema. A marcha reuniu mais de 1500 mulheres da região.
 
A concentração ocorreu em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança, no centro da cidade. Antes de sair em marcha, as mulheres assistiram ao espetáculo “A vida de Margarida – parte II”, encenado pelos atores e atrizes do Grupo de Teatro do Polo da Borborema. A peça mostrou em sua primeira parte, as situações de violência vividas por Margarida dentro da sua própria família, encenada na segunda edição da Marcha em 2011. Desta vez, a personagem Margarida enfrenta as discriminações que ainda estão presentes nas várias instituições da sociedade como a igreja, sindicato, associação.

6 de março de 2012

Novo Panfleto da Campanha Contra Uso de Agrotóxicos



Convite


Município de Esperança-PB sediará III Marcha Pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia

05 de março de 2012.
No dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, mais de 1500 agricultoras da região da Borborema se encontrarão no município de Esperança para denunciar as desigualdades sociais e a violência contra mulher, mas também marcharão pela luta por direitos e por relações mais justas na agricultura familiar. Será realizada no dia 8 de março, a III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia.
A marcha é organizada pelo Polo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema – um fórum de sindicatos e organizações da agricultura familiar que articula 15 municípios e mais de 5 mil famílias do Agreste da Borborema com a assessoria da AS-PTA Agroecologia e Agricultura Familiar.
O ato terá início às 9h, em frente à sede do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Esperança, à praça Getúlio Vargas com a apresentação da peça “A vida de Margarida – parte II”, encenada pelo Grupo de Teatro do Polo da Borborema. Dessa vez, Margarida sentirá a perpetuação das relações patriarcais em várias instituições da sociedade.
Após a peça, as agricultoras sairão em marcha até a praça da Cultura onde se realizará uma grande feira de exposição de experiências e produtos frutos do trabalho das mulheres. A feira, aberta ao público, será um espaço de visibilidade da contribuição técnica, social, econômica e política das agricultoras.
A primeira edição regional da Marcha aconteceu em 2010 em Remígio e contou com a participação de 900 mulheres de 15 municípios. No ano seguinte, em 2011, foi realizada a II Marcha no município de Queimadas. Essa edição, contou com a participação de 1.800 mulheres da região do Polo e algumas caravanas de várias regiões que compõem a Articulação do Semi-árido Paraibano (ASA Paraíba) e o Coletivo Estadual de Mulheres do Campo e da Cidade.
Em todos os anos, a marcha marca o encerramento de uma série de eventos municipais em que se faz uma leitura crítica das manifestações das desigualdades e a persistência história da cultura patriarcal, assim como, busca valorizar as estratégias de superação desse quadro. Esse trabalho é construído dentro da rede de agricultoras-experimentadoras do Polo e a partir da suas práticas. Esses eventos também são momentos de afirmação do protagonismo das mulheres na construção do projeto agroecológico para região.

2 de março de 2012

Codevasf propagandeia inverdades sobre as cisternas do P1MC

Objetivo é convencer a sociedade que as cisternas de plástico possuem mais benefícios
Asacom
01/03/2012
O superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paraníba (Codevasf) em Juazeiro, aproveitou a plateia do IV Festival do Umbú, realizado de 24 a 26 de fevereiro, em Uauá, Semiárido baiano, para enaltecer as cisternas de plástico polietileno em detrimento das cisternas de placas do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC).

Além de ser uma atitude que não condiz com a postura de um representante do poder público, as informações por ele utilizadas são equivocadas e comprometedoras, inclusive, para o próprio governo do qual ele faz parte.


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