24 de outubro de 2011

Encontro reúne Agricultoras e Agricultores Experimentadores

Começa na próxima quarta-feira, 26, e segue até a quinta, dia 28 de outubro, o 1º Encontro Estadual de Agricultoras e Agricultores Experimentadores do Semiárido Paraibano, no Day Camp Hotel Fazenda, localizado no sítio Lucas,em Campina Grande. O evento está sendo promovido pela Articulação do Semi-Árido Paraibano (ASA-PB) e vai contar com a participação de cerca de 80 agricultores e agricultoras das oito microrregiões do estado nas quais a ASA Paraíba atua, técnicos e lideranças da ASA e membros de fóruns microrregionais.Foram convidados para a atividade a presidência da EMATER-PB e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca.

O encontro será aberto às 9h com uma exposição fotográfica com imagens que retratam o dia-a-dia das famílias do semiárido paraibano e a exibição do vídeo “Vivendo Experiências”(http://aspta.org.br/2011/07/agricultura-vi-vendo-experiencias/). A programação dos outros dois dias segue com debates e diálogos sobre temas como: Papel das organizações na construção e socialização do conhecimento entre agricultoras e agricultores para a convivência com o semiárido e Territórios em disputa – trajetórias de inovação na afirmação da agricultura camponesa, entre outros. Para favorecer a troca de conhecimento será montado um Carrossel de Experiências, onde em cada parada, os participantes poderão conhecer a trajetória de construção dos oito territórios.

18 de outubro de 2011

Encontro propicia momento de formação política para organizações da agricultura familiar

Com o objetivo de fortalecer os processos de formação política-organizativa de lideranças, o Coletivo Regional realizou, durante os dias 13 e 14 deste mês, o primeiro Encontro de Formação das Organizações da Agricultura Familiar na Paraíba.

Cerca de 50 pessoas das regiões do Cariri, Seridó e Curimataú paraibano participaram do encontro. No primeiro momento o grupo construiu um mapeamento dos processos de transformação sofridos pela agricultura camponesa na região, através de um resgate da memória histórica coletiva.

Margaridas começam a surgir nos asfaltos de Brasília

Pouco a pouco mulheres camponesas dos quatro cantos do país chegam ao Brasília-DF. A “Cidade das Margaridas”, como a capital nacional fica conhecida nesta época, está a espera de cerca de 100 mil mulheres que participarão da 4ª edição da Marcha das Margaridas, que acontece nesta terça e quarta-feira (16 e 17). Dentro do Pavilhão, algumas mulheres organizam os estandes para a apresentação de seus trabalhos, artesanatos e produtos esperam ansiosas pelo início das atividades.

Aos 63 anos, a índia Sateré-Mawé, Andrezza Miquiles, comenta da importância para seu povo de estar participando pela primeira vez da Marcha das Margaridas: “Quero saber dos meus direitos pra poder explicar pra os parentes”.

Andrezza mostra os colares, pulseiras e brincos que confecciona em sua comunidade, localizada em Barrerinha, interior do Amazonas. Ela faz parte da Associação das Mulheres Indígenas Sateré-Mawé (AMISM). Atualmente os artesanatos confeccionados pelas mulheres indígenas Sateré-Mawé mantém as despesas da Associação com sede em Parintins (AM).

O estande Mulheres e Agroecologia, situado na entrada da Feira Mostra Brasil, foi decorado com as imagens de Margarida Maria Alves e Elizabeth Teixeira, símbolos da luta das mulheres camponesas paraibanas.

Francisca Aparecida Firmino, representante do Centro de Educação e Organização Popular (Ceop) e do GT de Mulheres da ASA-PB, diz que esta é a primeira vez que ela participa da Marcha das Margaridas e que está surpresa com a estrutura do evento: “É uma mega estrutura, o espaço está aconchegante, estou com muita expectativa para o início das atividades”.

Ela ainda acrescenta: “Acredito que todas as conquistas que as mulheres conseguiram através da marcha foram muito importantes, ainda existe uma enorme pauta de reivindicações que precisam ser atendidas”.

As atividades da Marcha das Margaridas 2011 começam oficialmente a partir de terça-feira (16), com atividades culturais, oficinas, debates, exposições e muita alegria e energia feminista vindas do campo, da floresta e das cidades de todo o país.