22 de dezembro de 2010

Depoimentos de Integrantes do Coletivo Regional III

Dona Maria
Meu nome é Maria do Carmo Silva, assentamento Belo Monte. O que foi consolidado lá no assentamento onde eu moro, foi iniciado através de visita de intercâmbio. A começar pela cisterna.
Agente foi assentado em 96. Em 98 agente pegou os projetos de investimento. Em 99 agente construiu as casas e depois o INCRA desprezou nós, ficou todo mundo lá, sem assistência, sem nada. E quando foi em 2003, surgiu a necessidade por água, que agente não tinha reservatório de água. Então agente conheceu as experiências lá da cisterna. Em 2003 foi o primeiro apoio que agente recebeu no assentamento, foi a cisterna de placa.
Antes, é o seguinte, agente teve dia na minha casa da gente passar o dia sem comer porque num tinha água pra cozinhar, lá no assentamento só tinha um poço, mesmo assim de água salgada, agente chegava lá de 6 horas da manhã, já tava aquela filona de gente pra pegar água e voltava sem. A partir daí, graças a Deus, Jesus abriu as portas através da cisterna.
Quando foi em 2007 agente conseguiu um apoio pela Heifer pra criação de ovelha. Seis famílias foram beneficiadas. Em 2008, agente conseguiu apoio pra palma consorciada, não! Em 2007 agente conseguiu um apoio pra reforma de um tanque de pedra que agente tem lá no assentamento. Foi em 2008 também agente conseguiu apoio pra Palma Consorciada e também arame pra fazer o cercado, em 2009. Também agente teve outros apoio.
E a partir desses apoios que agente recebeu pelo Coletivo, graças a Deus as portas de Deus se abriu pra nós. Porque hoje agente, mesmo que agente num tenha água, mas agente pode vender uns animais e buscar num carro pipa e tem água em casa e graças a Deus melhorou, quer dizer, eu num digo nem 100% eu digo 1000%. Também o banco de sementes que é uma das coisas muito boas na comunidade que existe o banco de sementes e agente conseguiu também em 99 que foi ainda com a CPT de Campina Grande, mas teve uma parada, que agente não, na verdade agente se afastou um pouco e depois que agente conheceu o PATAC e o Coletivo, aí as coisas funcionou.
Sobre oO fundo rotativo agora agente só ta repassando as criações de ovelha, porque as palmas e os arame vai ser agora, a partir de 2010. Seis famílias foram beneficiadas em 2007 e hoje em 2010 já tem mais 5. Quer dizer, 2009 e 2008 uma pessoas recebeu o repasse, 2009, e agora 2010 três famílias recebeu o repasse, ao todo nós temos 11 famílias no projeto e agora no início de 2010 agente vai ter o repasse de palma e de criação também.
Dia 16 de outubro teve o aniversário do Fundo Rotativo Solidário de Criação, foi muito bom, teve muita gente que participou e para o ano agente vai fazer melhor ainda, se Deus quiser.

Depoimentos de Integrantes do Coletivo Regional II

Dorinha
Meu nome é Maria das Dores Medeiros, sou da comunidade Capoeira de Cubati. Desde 2003 eu participo do Coletivo. Na verdade agente não começou desde a formação do coletivo, porque agente não conhecia o trabalho, aí tudo começou com o trabalho das cisternas. Vitória foi convidada pra uma reunião, ficou como animadora e me convidou pra participar, de lá pra cá, agente começou a participar, surgiram as comissões temáticas, e, inclusive ela disse, ela me comunicou que surgiram as comissões: "eu orientei pra que tu ficasse na comissão de sementes".
De início eu num tinha nem ideia de ficar assim, aí comecei a participar, agente reativou o banco de sementes de lá da comunidade que já tinha existido no ano de 94. Tinha existido um banco lá, mas por falta de interesse tinha acabado. Agente conseguiu formar, revitalizar o banco de sementes e depois continuamos participando da discussão, formamos o grupo de mulheres, organizamos a associação da comunidade, que tava inadimplente tinha acabado, agente que tava no grupo de mulher, organizamos a diretoria.
E assim, também não só no Coletivo, agente participa de outras atividades no município também, participamos de cursos, curso de associativismo lá pelo SENAR, o curso de fabricação de sabonetes também, que são as mulheres do grupo também que fabricam. Durante esse tempo que agente num tava com fruta pra trabalhar, num tava fazendo poupa, fomos fazer doce, fazer sabonete, buscar outras alternativas.
A mudança financeira num é significativa, mas eu, assim, gosto muito da mudança que ta tendo na questão de gênero porque tinha alguns maridos que num deixava, ainda tem! No grupo mesmo, tem umas que fica lá no grupo trabalhando preocupada, dizendo “ah! Eu vou me embora, que hora de cuida almoço, a janta do marido...” daí agente, Vitória, fica brincando dizendo: “Calma! Agora não, ele vai entender que você tava aqui...” e já ta mudando, elas já tão saindo pra reunião, já tá, assim, já tá se soltando aos poucos, se a questão da conscientização a participação na comunidade, agente se reúne uma vez por mês e todas as mulheres do grupo participam, todas elas são sócias da associação e é esse tipo de mudança que aos poucos vai mudando.
Antes era complicado, antes desses programas do governo e da bodega agroecológica, agente fez um trabalho de vender lá em Cubati no comércio, saí oferecendo nas lanchonetes. O trabalho mesmo de porta a porta e vendemos, mas era pouco, assim, se fosse pra depender só do comércio local, num tivesse esses outros programas, agente num tinha como escoar o excedente.

Depoimentos de Integrantes do Coletivo Regional

Vitória
Eu sou Vitória Medeiros moro na comunidade Coalhada de Cubati – Eu comecei em 2003, o coletivo é mais novo, mas os trabalhos mesmo, começou lá em 2003, com construção de cisterna. As coisas melhorou muito, porque antes agente via os umbus se perder, caju, e agora não, agente tem um grupo de mulheres que trabalha com beneficiamento de poupas. Agente aproveita umbu, caju, acerola, goiaba, maracujá, o que agente tem lá.
Agente aproveita as frutas fazendo poupas e doces, agente consome e também vende. Agente vende na Bodega Agroecológica em Soledade e também vende para o PAA e o PNAE, e na comunidade também, aparece gente e compra também na comunidade. O recurso dessa venda tá contribuindo muito porque antigamente agente num pegava num centavo, de vez em quando agente tá pegando num realzinho, que serve pra comprar uma roupa pra uma filha que eu tenho, pra um filho, e as demais também, pra elas também se mantêrem.
Agente participa do grupo de mulheres, que tem 07 mulheres, só que agente trabalha na cozinha de uma pessoa, porque agente num tem o local pra trabalhar, mas um dia agente consegue. Depois que agente conseguir o local de trabalhar, aí num vai ser mais 07 mulheres, vai ser doze mulheres, que já tem umas na lista que tão esperando é só ter o local.
Antes só era eu e Dôra, que participava e depois do grupo elas já tão participando de umas reuniões fora. Tão começando, vai chegar o dia delas participar junto comigo e Dôra diretamente, do jeito que agente vem pra todos os encontros.
No no município de Cubati tem mais de quinhentas cisternas já construídas, depois que agente estamos com o Coletivo.
Eu participo das ações do coletivo, mas também lá eu sou vice-presidente da associação e trabalho em tudo que tem na igreja.  Agora eu to sendo a cantora (risos) E agora também já to fazendo parte do conselho da escola. Aí eu fui participei da reunião representando a comunidade e também já no Fórum do Cariri e também do Seridó. A minha participação no coletivo, nas discussões sobre gênero teve importância para essa minha mudança, e outra coisa: "eu faço com amor". Eu me sinto alegre e na mesma hora eu sinto uma tristeza quando eu convido outras pessoas que não participa, mas que eu faço com amor e alegria, eu faço na comunidade. As vezes quero desistir por uma pessoa, mas ali eu já levanto minha cabeça e já sigo em frente.

20 de dezembro de 2010

Teatro do COLETIVO - Cena Apresentada no encontro de Avaliação Anual

ASA defende nomes para ministérios e órgão ligados à política agrícola

A Articulação no Semi-Árido (ASA) entregou à presidente Dilma Rousseff uma carta sugerindo nomes para comandar ministérios e órgão que têm implementado projetos e programas com impactos positivos para o Semiárido. A ASA é uma rede formada por três mil organizações que atuam em 10 estados da região semiárida.

Para o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), a ASA sugere o nome do ex-governador do Piauí e senador eleito pelo estado, Welington Dias. Embora a Articulação também considere importante a possibilidade da pasta ser ocupada por uma mulher nordestina, tendo em vista que mais de 50% dos estabelecimentos da agricultura de base familiar no Brasil estão no Nordeste e que, na linha de atuação da ASA, a igualdade de gênero é um fator importante.

Para o Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a indicação da ASA é que se mantenha a atual ministra Márcia Lopes. Este Ministério desenvolve o Programa Cisterna, através do qual apóia a construção de um milhão de cisternas, que é a meta de um dos programas de maior envergadura da ASA, o P1MC.

Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão que lida com informações fundamentais para a formulação da política agrícola brasileira, atende populações sob risco e/ou insegurança alimentar e nutricional e dá sustentação operacional a programas e políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos do MDS, a ASA defende o nome de Silvio Porto, atual diretor de Políticas Agrícolas e Informações.

Clique aqui para ler a carta em arquivo PDF.

Fonte: ASACom

14 de dezembro de 2010

Comunicação por uma vida digna no semiárido foi o tema do Encontro Nacional de Comunicação da ASA Brasil

(Articulação no Semiárido Brasileiro), realizado em Camaragibe, região metropolitana do Recife, de 01 a 03 de dezembro de 2010.
 
No primeiro dia, foi feito um resgate da história da luta pela convivência com o semiárido brasileiro, antes e depois de 1982 e da criação da ASA Brasil, em 1999. Uma das constatações é que, a maioria das pessoas que participaram do encontro, entraram na luta pela convivência com o semiárido a partir do ano 2000. Enquanto, a maioria das entidades que representam foram criadas nas últimas quatro décadas do século passado (1960, 70, 80 e 90), durante a ditadura militar, o processo de luta pela redemocratização do País e primeira década pós-Constituição Federal de 1988. Também foi feito um resgate coletivo dos acontecimentos nacionais e no semiárido nesse período. Além de uma contextualização do entendimento histórico da ASA Brasil, sobre a comunicação no semiárido brasileiro: práxis, avanços, limitações e desafios. Para fechar, à noite, ao redor de uma fogueira: uma roda de causos, histórias, poesias e músicas.
 
Na manhã do segundo dia, depois de uma maravilhosa dinâmica de aquecimento, várias rodas de conversas sobre o que significa vestir a camisa com a inscrição “Comunicação por uma vida digna no semiárido”? Continuando quatro subgrupos, debateram: comunicação em rede; experiências alternativas de comunicação; sistematização e intercâmbio de experiências; e, visibilidade e campanhas de comunicação. Cada subgrupo partiu de experiências concretas, as quais foram partilhadas e debatidas, para extrair os aprendizados/lições e questões desafiadoras ou para encaminhamentos. À tarde, as apresentações foram feitas em painéis com tarjetas e dinamizadas pelas falas e simulações de programas radiofônicos.
 
Percebemos que há diversos métodos, técnicas, práticas, instrumentos de sistematização com os mais variados alcances e desafios. Existem inúmeros meios/canais de comunicação para, com e pelos povos do semiárido. Experiências de trabalho em rede, parcerias, visibilidade de práticas, hábitos e modos de vida tem potencializado mudar a mentalidade de um semiárido inviável para um semiárido possível e que há pelo menos 40 mil anos é habitado e tem sido o espaço onde a vida se desenvolveu e criou estratégias de convivências com as variantes e condicionantes climáticas, provando que é possível viver aqui com simplicidade e dignidade.
 
Devemos continuar, criar, recriar, aperfeiçoar o que já temos e fazemos de comunicação. Mas também precisamos pautar a democratização da comunicação no Brasil, para que possamos fazer com que comunicação seja, de fato, um direito humano acessível a toda a população brasileira por e nos seus múltiplos meios.
 
Além das mídias alternativas, as rádios comunitárias e FMs entraram no debate, tendo em vista as concessões públicas para grupos políticos, religiosos e econômicos, como e por quem estão sendo usadas, frente à onda de criminalização das rádios comunitárias desencadeada durante os governos LULA com fechamento de muitas com processos e condenações judiciais dos/as comunicadores/as comunitários/as.
 
Ao final do dia, debates por Estados da Federação (MG, MA, BA, PI, CE, RN, PB, PE, AL e SE), buscaram identificar avanços/conquistas e dificuldades/limites na comunicação institucional, Asa Estadual e Asa Brasil, programas, projetos, atividades, atores e sujeitos envolvidos. E para fechar o segundo dia de trabalho, descontração, música, dança e bebidas (por conta dos/as participantes) na “noite cultural”.
 
O terceiro dia começou com um momento de aquecimento e reflexão. Seguiu-se com a apresentação das constatações por Estados (feitas no final do dia anterior). Depois, os grupos estaduais voltaram a se reunir para identificar desafios prioritários e sugestões e recomendações.
 
À tarde, numa grande roda ao ar livre, procuramos nivelar os conceitos de rede de comunicadores/as e GTs de Comunicação, além de avaliarmos e encerramos o encontro. Enquanto, aguardamos o relatório, estou circulando este relato.
 
 
José Pereira de Alencar (Zezinho)
Assessoria de Comunicação do CAATINGA

Balanço de 2010 e Planejamento para 2011 do Coletivo Regional


Entidades e agricultores familiares do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú estiveram reunidos durante a última quinta e sexta-feira(09 e 10), em Campina Grande, para fazer um balanço das ações do decorrer deste ano de 2010 e ao mesmo tempo planejar as ações e projetos a serem trabalhados no próximo ano.
Domingo Rural acompanhou o encontro que aconteceu no Day Camp Hotel, teve a participação de cerca de 60 componentes que trabalham agricultura em comunidades diversas dos municípios componentes daquele coletivo e conversou com lideranças e agricultores que fizeram um balanço das ações executadas no decorrer desse ano.
Alex Barbosa dos Santos é mobilizador social na região do Coletivo, mora em Santo André e, no Domingo Rural deste domingo, falou sobre o encontro acontecido em Campina Grande. “As comissões elas se dividiram pra fazer um balanço do avanço do trabalho onde se avançou e quais as dificuldades, então estamos aqui reunidos na comissão água do coletivo e a gente vê que teve avanço na questão do monitoramento, no trabalho da produção, na venda do produto dos agricultores, mas ainda se tem muito a se trabalhar na questão da perspectiva agroecológica, tendo em vista que agricultores ainda continuam influenciados naquela lógica de se utilizar o veneno agrotóxico nas suas plantações”, explica o jovem dizendo que o desafio do processo de expansão das famílias no processo de convivência requer mais esforço para mostrar que sustentabilidade se faz com ações que dependem de tempo para se alcançar resultados plenos de produção sem a utilização de produtos externos da propriedade rural, dentre os quais venenos, sementes e adubos.
Outro esforço a ser empreendido pelas organizações é fazer com que muitas famílias beneficiadas façam o correto uso dos equipamentos a exemplo das barragens subterrâneas que vêm para implementar as ações já implantadas em cada unidade rural.  “Ainda é uma dificuldade a gente dar entender esse processo porque alguns agricultores se apropriam da tecnologia da barragem subterrânea, mas outros ainda têm essa dificuldade e como a gente falava a agente teve o processo de formação na questão da barragem subterrânea, a questão do monitoramento, mas é uma necessidade de que a gente intensifique esse processo, tanto na formação agroecológica nesse próximo ano que está vindo aí 2011 como também a produção da própria barragem em que os agricultores precisam entender qual o período, qual o sistema que dá certo de produção para essa barragem”, complementa.
O assessor do Coletivo, Rodrigo Campos de Morais é técnico em agropecuária e, ao conversar com Domingo Rural, disse que 2010, apesar das poucas chuvas registradas em toda a região, apresenta dados bem positivos que serão referência a serem trabalhadas em 2011 e garante que o incentivo ao uso correto dos equipamentos de recursos hídricos na produção são entraves e desafios a serem superados no próximo ano. “Eu acho que com relação a água para a produção de alimentos o coletivo tem que tomar uma iniciativa, tem que se planejar bem junto as famílias e associações comunitárias que ali desenvolvem um trabalho, as comissões municipais também pra suprir essas dificuldades na região do coletivo é preciso ser trabalhado forte mesmo para em 2011 fazer o bom aproveitamento dessa questão dos reservatórios já feitos”.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

6 de dezembro de 2010

AVALIAÇÃO ANUAL COLETIVO REGIONAL/BALANÇO - 2010

A avaliação das ações desenvolvidas pelo Coletivo Regional deste ano (2010) será realizada nos dias 09 e 10 de dezembro de 2010, próxima quinta e sexta-feira, no hotel-fazenda DayCampy.

O Foco deste momento avaliativo será direcionado a questão da Segurança e Soberania Alimentar.


PROGRAMAÇÃO

1º DIA: 09/12/2010 (Quinta feira)
(manhã)
           
1º momento
            9:00h - Mística de abertura com base nas missões
           

2º momento
            9:30h - Balanço em grupo por tema mobilizador.

A)   Sementes
B)   Água
C)   Criação

Obs: Avanços, dificuldades, desafios e orientações para 2011. Pergunta comum:
como o trabalho com cada tema vem fortalecendo a segurança e soberania
alimentar?

12:30h ALMOÇO


(tarde)

3º momento

14:00h - Balanço em grupo por tema: acesso aos mercados e F.R.S

Obs: avanços, dificuldades, desafios e orientações para 2011. Pergunta comum:
como o trabalho com cada tema vem fortalecendo a segurança e soberania alimentar?
15:30h LANCHE
15:45h - Socialização do balanço temático
             Debate

19:30h ás 23:30h - CONFRATERNIZAÇÃO COM JANTAR
2º DIA 10/12/2010 (sexta feira)
7:00h CAFÉ DA MANHÃ

8:00h Mística8:30h Apresentação Avaliação MISEREOR
10:30h LANCHE10:45h Principais Estratégias e Orientações p/ 2011 (em plenária).12:30h ALMOÇO

13:30h continuação estratégias e orientações para 2011 (em plenária)15:30h Mística final e distribuição dos calendários
16: 00h ENCERRAMENTO

Encontro Nacional de Comunicação em Camaragibe-PE

Os comunicadores e comunicadoras da Articulação no Semi-árido (ASA) se reuniram semana passada para celebrar, conhecer e aperfeiçoar suas experiências de comunicação. Entre os dias 1º e 3 (quarta, quinta e sexta-feira), cerca de 80 pessoas, que trabalham com a comicação popular no Semiárido de Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Piauí e Sergipe, estiveram reunidos no Hotel Campestre de Aldeia, em Camaragibe, Pernambuco, no Encontro Comunicação por uma Vida Digna no Semiárido.

A realização do encontro tem como proposta refletir sobre as diversas e ricas práticas de comunicação das organizações que compõem a ASA. Essa prática autônoma e difusa é a grande característica da comunicação na Rede. “Esta é uma boa oportunidade para curtir o que está acontecendo de comunicação na rede e qualificá-la”, assegura o coordenador da Articulação pelo estado da Bahia, Naidison Quintella.

Para tanto, as experiências vão ser divididas em quatro eixos temáticos - Comunicação Alternativa, Comunicação em rede, Comunicação para visibilidade, Sistematização de experiências. Serão duas ou três experiências por eixo temático.

Em subgrupo, o processo de concepção e realização de cada experiência serão relatadas. “Vamos olhar para os pontos em comum destas práticas, como dialogam entre si, que saídas encontram para os entraves, como buscam superar as suas fragilidades e como contribuem para fortalecer a convivência com o Semiárido nas localidades”, relata a coordenadora da Assessoria de Comunicação da ASA, Viviane Brochardt.

Clique aqui para conferir a programação do encontro.