22 de dezembro de 2010

Depoimentos de Integrantes do Coletivo Regional III

Dona Maria
Meu nome é Maria do Carmo Silva, assentamento Belo Monte. O que foi consolidado lá no assentamento onde eu moro, foi iniciado através de visita de intercâmbio. A começar pela cisterna.
Agente foi assentado em 96. Em 98 agente pegou os projetos de investimento. Em 99 agente construiu as casas e depois o INCRA desprezou nós, ficou todo mundo lá, sem assistência, sem nada. E quando foi em 2003, surgiu a necessidade por água, que agente não tinha reservatório de água. Então agente conheceu as experiências lá da cisterna. Em 2003 foi o primeiro apoio que agente recebeu no assentamento, foi a cisterna de placa.
Antes, é o seguinte, agente teve dia na minha casa da gente passar o dia sem comer porque num tinha água pra cozinhar, lá no assentamento só tinha um poço, mesmo assim de água salgada, agente chegava lá de 6 horas da manhã, já tava aquela filona de gente pra pegar água e voltava sem. A partir daí, graças a Deus, Jesus abriu as portas através da cisterna.
Quando foi em 2007 agente conseguiu um apoio pela Heifer pra criação de ovelha. Seis famílias foram beneficiadas. Em 2008, agente conseguiu apoio pra palma consorciada, não! Em 2007 agente conseguiu um apoio pra reforma de um tanque de pedra que agente tem lá no assentamento. Foi em 2008 também agente conseguiu apoio pra Palma Consorciada e também arame pra fazer o cercado, em 2009. Também agente teve outros apoio.
E a partir desses apoios que agente recebeu pelo Coletivo, graças a Deus as portas de Deus se abriu pra nós. Porque hoje agente, mesmo que agente num tenha água, mas agente pode vender uns animais e buscar num carro pipa e tem água em casa e graças a Deus melhorou, quer dizer, eu num digo nem 100% eu digo 1000%. Também o banco de sementes que é uma das coisas muito boas na comunidade que existe o banco de sementes e agente conseguiu também em 99 que foi ainda com a CPT de Campina Grande, mas teve uma parada, que agente não, na verdade agente se afastou um pouco e depois que agente conheceu o PATAC e o Coletivo, aí as coisas funcionou.
Sobre oO fundo rotativo agora agente só ta repassando as criações de ovelha, porque as palmas e os arame vai ser agora, a partir de 2010. Seis famílias foram beneficiadas em 2007 e hoje em 2010 já tem mais 5. Quer dizer, 2009 e 2008 uma pessoas recebeu o repasse, 2009, e agora 2010 três famílias recebeu o repasse, ao todo nós temos 11 famílias no projeto e agora no início de 2010 agente vai ter o repasse de palma e de criação também.
Dia 16 de outubro teve o aniversário do Fundo Rotativo Solidário de Criação, foi muito bom, teve muita gente que participou e para o ano agente vai fazer melhor ainda, se Deus quiser.

Depoimentos de Integrantes do Coletivo Regional II

Dorinha
Meu nome é Maria das Dores Medeiros, sou da comunidade Capoeira de Cubati. Desde 2003 eu participo do Coletivo. Na verdade agente não começou desde a formação do coletivo, porque agente não conhecia o trabalho, aí tudo começou com o trabalho das cisternas. Vitória foi convidada pra uma reunião, ficou como animadora e me convidou pra participar, de lá pra cá, agente começou a participar, surgiram as comissões temáticas, e, inclusive ela disse, ela me comunicou que surgiram as comissões: "eu orientei pra que tu ficasse na comissão de sementes".
De início eu num tinha nem ideia de ficar assim, aí comecei a participar, agente reativou o banco de sementes de lá da comunidade que já tinha existido no ano de 94. Tinha existido um banco lá, mas por falta de interesse tinha acabado. Agente conseguiu formar, revitalizar o banco de sementes e depois continuamos participando da discussão, formamos o grupo de mulheres, organizamos a associação da comunidade, que tava inadimplente tinha acabado, agente que tava no grupo de mulher, organizamos a diretoria.
E assim, também não só no Coletivo, agente participa de outras atividades no município também, participamos de cursos, curso de associativismo lá pelo SENAR, o curso de fabricação de sabonetes também, que são as mulheres do grupo também que fabricam. Durante esse tempo que agente num tava com fruta pra trabalhar, num tava fazendo poupa, fomos fazer doce, fazer sabonete, buscar outras alternativas.
A mudança financeira num é significativa, mas eu, assim, gosto muito da mudança que ta tendo na questão de gênero porque tinha alguns maridos que num deixava, ainda tem! No grupo mesmo, tem umas que fica lá no grupo trabalhando preocupada, dizendo “ah! Eu vou me embora, que hora de cuida almoço, a janta do marido...” daí agente, Vitória, fica brincando dizendo: “Calma! Agora não, ele vai entender que você tava aqui...” e já ta mudando, elas já tão saindo pra reunião, já tá, assim, já tá se soltando aos poucos, se a questão da conscientização a participação na comunidade, agente se reúne uma vez por mês e todas as mulheres do grupo participam, todas elas são sócias da associação e é esse tipo de mudança que aos poucos vai mudando.
Antes era complicado, antes desses programas do governo e da bodega agroecológica, agente fez um trabalho de vender lá em Cubati no comércio, saí oferecendo nas lanchonetes. O trabalho mesmo de porta a porta e vendemos, mas era pouco, assim, se fosse pra depender só do comércio local, num tivesse esses outros programas, agente num tinha como escoar o excedente.

Depoimentos de Integrantes do Coletivo Regional

Vitória
Eu sou Vitória Medeiros moro na comunidade Coalhada de Cubati – Eu comecei em 2003, o coletivo é mais novo, mas os trabalhos mesmo, começou lá em 2003, com construção de cisterna. As coisas melhorou muito, porque antes agente via os umbus se perder, caju, e agora não, agente tem um grupo de mulheres que trabalha com beneficiamento de poupas. Agente aproveita umbu, caju, acerola, goiaba, maracujá, o que agente tem lá.
Agente aproveita as frutas fazendo poupas e doces, agente consome e também vende. Agente vende na Bodega Agroecológica em Soledade e também vende para o PAA e o PNAE, e na comunidade também, aparece gente e compra também na comunidade. O recurso dessa venda tá contribuindo muito porque antigamente agente num pegava num centavo, de vez em quando agente tá pegando num realzinho, que serve pra comprar uma roupa pra uma filha que eu tenho, pra um filho, e as demais também, pra elas também se mantêrem.
Agente participa do grupo de mulheres, que tem 07 mulheres, só que agente trabalha na cozinha de uma pessoa, porque agente num tem o local pra trabalhar, mas um dia agente consegue. Depois que agente conseguir o local de trabalhar, aí num vai ser mais 07 mulheres, vai ser doze mulheres, que já tem umas na lista que tão esperando é só ter o local.
Antes só era eu e Dôra, que participava e depois do grupo elas já tão participando de umas reuniões fora. Tão começando, vai chegar o dia delas participar junto comigo e Dôra diretamente, do jeito que agente vem pra todos os encontros.
No no município de Cubati tem mais de quinhentas cisternas já construídas, depois que agente estamos com o Coletivo.
Eu participo das ações do coletivo, mas também lá eu sou vice-presidente da associação e trabalho em tudo que tem na igreja.  Agora eu to sendo a cantora (risos) E agora também já to fazendo parte do conselho da escola. Aí eu fui participei da reunião representando a comunidade e também já no Fórum do Cariri e também do Seridó. A minha participação no coletivo, nas discussões sobre gênero teve importância para essa minha mudança, e outra coisa: "eu faço com amor". Eu me sinto alegre e na mesma hora eu sinto uma tristeza quando eu convido outras pessoas que não participa, mas que eu faço com amor e alegria, eu faço na comunidade. As vezes quero desistir por uma pessoa, mas ali eu já levanto minha cabeça e já sigo em frente.

20 de dezembro de 2010

Teatro do COLETIVO - Cena Apresentada no encontro de Avaliação Anual

ASA defende nomes para ministérios e órgão ligados à política agrícola

A Articulação no Semi-Árido (ASA) entregou à presidente Dilma Rousseff uma carta sugerindo nomes para comandar ministérios e órgão que têm implementado projetos e programas com impactos positivos para o Semiárido. A ASA é uma rede formada por três mil organizações que atuam em 10 estados da região semiárida.

Para o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), a ASA sugere o nome do ex-governador do Piauí e senador eleito pelo estado, Welington Dias. Embora a Articulação também considere importante a possibilidade da pasta ser ocupada por uma mulher nordestina, tendo em vista que mais de 50% dos estabelecimentos da agricultura de base familiar no Brasil estão no Nordeste e que, na linha de atuação da ASA, a igualdade de gênero é um fator importante.

Para o Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a indicação da ASA é que se mantenha a atual ministra Márcia Lopes. Este Ministério desenvolve o Programa Cisterna, através do qual apóia a construção de um milhão de cisternas, que é a meta de um dos programas de maior envergadura da ASA, o P1MC.

Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão que lida com informações fundamentais para a formulação da política agrícola brasileira, atende populações sob risco e/ou insegurança alimentar e nutricional e dá sustentação operacional a programas e políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos do MDS, a ASA defende o nome de Silvio Porto, atual diretor de Políticas Agrícolas e Informações.

Clique aqui para ler a carta em arquivo PDF.

Fonte: ASACom

14 de dezembro de 2010

Comunicação por uma vida digna no semiárido foi o tema do Encontro Nacional de Comunicação da ASA Brasil

(Articulação no Semiárido Brasileiro), realizado em Camaragibe, região metropolitana do Recife, de 01 a 03 de dezembro de 2010.
 
No primeiro dia, foi feito um resgate da história da luta pela convivência com o semiárido brasileiro, antes e depois de 1982 e da criação da ASA Brasil, em 1999. Uma das constatações é que, a maioria das pessoas que participaram do encontro, entraram na luta pela convivência com o semiárido a partir do ano 2000. Enquanto, a maioria das entidades que representam foram criadas nas últimas quatro décadas do século passado (1960, 70, 80 e 90), durante a ditadura militar, o processo de luta pela redemocratização do País e primeira década pós-Constituição Federal de 1988. Também foi feito um resgate coletivo dos acontecimentos nacionais e no semiárido nesse período. Além de uma contextualização do entendimento histórico da ASA Brasil, sobre a comunicação no semiárido brasileiro: práxis, avanços, limitações e desafios. Para fechar, à noite, ao redor de uma fogueira: uma roda de causos, histórias, poesias e músicas.
 
Na manhã do segundo dia, depois de uma maravilhosa dinâmica de aquecimento, várias rodas de conversas sobre o que significa vestir a camisa com a inscrição “Comunicação por uma vida digna no semiárido”? Continuando quatro subgrupos, debateram: comunicação em rede; experiências alternativas de comunicação; sistematização e intercâmbio de experiências; e, visibilidade e campanhas de comunicação. Cada subgrupo partiu de experiências concretas, as quais foram partilhadas e debatidas, para extrair os aprendizados/lições e questões desafiadoras ou para encaminhamentos. À tarde, as apresentações foram feitas em painéis com tarjetas e dinamizadas pelas falas e simulações de programas radiofônicos.
 
Percebemos que há diversos métodos, técnicas, práticas, instrumentos de sistematização com os mais variados alcances e desafios. Existem inúmeros meios/canais de comunicação para, com e pelos povos do semiárido. Experiências de trabalho em rede, parcerias, visibilidade de práticas, hábitos e modos de vida tem potencializado mudar a mentalidade de um semiárido inviável para um semiárido possível e que há pelo menos 40 mil anos é habitado e tem sido o espaço onde a vida se desenvolveu e criou estratégias de convivências com as variantes e condicionantes climáticas, provando que é possível viver aqui com simplicidade e dignidade.
 
Devemos continuar, criar, recriar, aperfeiçoar o que já temos e fazemos de comunicação. Mas também precisamos pautar a democratização da comunicação no Brasil, para que possamos fazer com que comunicação seja, de fato, um direito humano acessível a toda a população brasileira por e nos seus múltiplos meios.
 
Além das mídias alternativas, as rádios comunitárias e FMs entraram no debate, tendo em vista as concessões públicas para grupos políticos, religiosos e econômicos, como e por quem estão sendo usadas, frente à onda de criminalização das rádios comunitárias desencadeada durante os governos LULA com fechamento de muitas com processos e condenações judiciais dos/as comunicadores/as comunitários/as.
 
Ao final do dia, debates por Estados da Federação (MG, MA, BA, PI, CE, RN, PB, PE, AL e SE), buscaram identificar avanços/conquistas e dificuldades/limites na comunicação institucional, Asa Estadual e Asa Brasil, programas, projetos, atividades, atores e sujeitos envolvidos. E para fechar o segundo dia de trabalho, descontração, música, dança e bebidas (por conta dos/as participantes) na “noite cultural”.
 
O terceiro dia começou com um momento de aquecimento e reflexão. Seguiu-se com a apresentação das constatações por Estados (feitas no final do dia anterior). Depois, os grupos estaduais voltaram a se reunir para identificar desafios prioritários e sugestões e recomendações.
 
À tarde, numa grande roda ao ar livre, procuramos nivelar os conceitos de rede de comunicadores/as e GTs de Comunicação, além de avaliarmos e encerramos o encontro. Enquanto, aguardamos o relatório, estou circulando este relato.
 
 
José Pereira de Alencar (Zezinho)
Assessoria de Comunicação do CAATINGA

Balanço de 2010 e Planejamento para 2011 do Coletivo Regional


Entidades e agricultores familiares do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú estiveram reunidos durante a última quinta e sexta-feira(09 e 10), em Campina Grande, para fazer um balanço das ações do decorrer deste ano de 2010 e ao mesmo tempo planejar as ações e projetos a serem trabalhados no próximo ano.
Domingo Rural acompanhou o encontro que aconteceu no Day Camp Hotel, teve a participação de cerca de 60 componentes que trabalham agricultura em comunidades diversas dos municípios componentes daquele coletivo e conversou com lideranças e agricultores que fizeram um balanço das ações executadas no decorrer desse ano.
Alex Barbosa dos Santos é mobilizador social na região do Coletivo, mora em Santo André e, no Domingo Rural deste domingo, falou sobre o encontro acontecido em Campina Grande. “As comissões elas se dividiram pra fazer um balanço do avanço do trabalho onde se avançou e quais as dificuldades, então estamos aqui reunidos na comissão água do coletivo e a gente vê que teve avanço na questão do monitoramento, no trabalho da produção, na venda do produto dos agricultores, mas ainda se tem muito a se trabalhar na questão da perspectiva agroecológica, tendo em vista que agricultores ainda continuam influenciados naquela lógica de se utilizar o veneno agrotóxico nas suas plantações”, explica o jovem dizendo que o desafio do processo de expansão das famílias no processo de convivência requer mais esforço para mostrar que sustentabilidade se faz com ações que dependem de tempo para se alcançar resultados plenos de produção sem a utilização de produtos externos da propriedade rural, dentre os quais venenos, sementes e adubos.
Outro esforço a ser empreendido pelas organizações é fazer com que muitas famílias beneficiadas façam o correto uso dos equipamentos a exemplo das barragens subterrâneas que vêm para implementar as ações já implantadas em cada unidade rural.  “Ainda é uma dificuldade a gente dar entender esse processo porque alguns agricultores se apropriam da tecnologia da barragem subterrânea, mas outros ainda têm essa dificuldade e como a gente falava a agente teve o processo de formação na questão da barragem subterrânea, a questão do monitoramento, mas é uma necessidade de que a gente intensifique esse processo, tanto na formação agroecológica nesse próximo ano que está vindo aí 2011 como também a produção da própria barragem em que os agricultores precisam entender qual o período, qual o sistema que dá certo de produção para essa barragem”, complementa.
O assessor do Coletivo, Rodrigo Campos de Morais é técnico em agropecuária e, ao conversar com Domingo Rural, disse que 2010, apesar das poucas chuvas registradas em toda a região, apresenta dados bem positivos que serão referência a serem trabalhadas em 2011 e garante que o incentivo ao uso correto dos equipamentos de recursos hídricos na produção são entraves e desafios a serem superados no próximo ano. “Eu acho que com relação a água para a produção de alimentos o coletivo tem que tomar uma iniciativa, tem que se planejar bem junto as famílias e associações comunitárias que ali desenvolvem um trabalho, as comissões municipais também pra suprir essas dificuldades na região do coletivo é preciso ser trabalhado forte mesmo para em 2011 fazer o bom aproveitamento dessa questão dos reservatórios já feitos”.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

6 de dezembro de 2010

AVALIAÇÃO ANUAL COLETIVO REGIONAL/BALANÇO - 2010

A avaliação das ações desenvolvidas pelo Coletivo Regional deste ano (2010) será realizada nos dias 09 e 10 de dezembro de 2010, próxima quinta e sexta-feira, no hotel-fazenda DayCampy.

O Foco deste momento avaliativo será direcionado a questão da Segurança e Soberania Alimentar.


PROGRAMAÇÃO

1º DIA: 09/12/2010 (Quinta feira)
(manhã)
           
1º momento
            9:00h - Mística de abertura com base nas missões
           

2º momento
            9:30h - Balanço em grupo por tema mobilizador.

A)   Sementes
B)   Água
C)   Criação

Obs: Avanços, dificuldades, desafios e orientações para 2011. Pergunta comum:
como o trabalho com cada tema vem fortalecendo a segurança e soberania
alimentar?

12:30h ALMOÇO


(tarde)

3º momento

14:00h - Balanço em grupo por tema: acesso aos mercados e F.R.S

Obs: avanços, dificuldades, desafios e orientações para 2011. Pergunta comum:
como o trabalho com cada tema vem fortalecendo a segurança e soberania alimentar?
15:30h LANCHE
15:45h - Socialização do balanço temático
             Debate

19:30h ás 23:30h - CONFRATERNIZAÇÃO COM JANTAR
2º DIA 10/12/2010 (sexta feira)
7:00h CAFÉ DA MANHÃ

8:00h Mística8:30h Apresentação Avaliação MISEREOR
10:30h LANCHE10:45h Principais Estratégias e Orientações p/ 2011 (em plenária).12:30h ALMOÇO

13:30h continuação estratégias e orientações para 2011 (em plenária)15:30h Mística final e distribuição dos calendários
16: 00h ENCERRAMENTO

Encontro Nacional de Comunicação em Camaragibe-PE

Os comunicadores e comunicadoras da Articulação no Semi-árido (ASA) se reuniram semana passada para celebrar, conhecer e aperfeiçoar suas experiências de comunicação. Entre os dias 1º e 3 (quarta, quinta e sexta-feira), cerca de 80 pessoas, que trabalham com a comicação popular no Semiárido de Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Piauí e Sergipe, estiveram reunidos no Hotel Campestre de Aldeia, em Camaragibe, Pernambuco, no Encontro Comunicação por uma Vida Digna no Semiárido.

A realização do encontro tem como proposta refletir sobre as diversas e ricas práticas de comunicação das organizações que compõem a ASA. Essa prática autônoma e difusa é a grande característica da comunicação na Rede. “Esta é uma boa oportunidade para curtir o que está acontecendo de comunicação na rede e qualificá-la”, assegura o coordenador da Articulação pelo estado da Bahia, Naidison Quintella.

Para tanto, as experiências vão ser divididas em quatro eixos temáticos - Comunicação Alternativa, Comunicação em rede, Comunicação para visibilidade, Sistematização de experiências. Serão duas ou três experiências por eixo temático.

Em subgrupo, o processo de concepção e realização de cada experiência serão relatadas. “Vamos olhar para os pontos em comum destas práticas, como dialogam entre si, que saídas encontram para os entraves, como buscam superar as suas fragilidades e como contribuem para fortalecer a convivência com o Semiárido nas localidades”, relata a coordenadora da Assessoria de Comunicação da ASA, Viviane Brochardt.

Clique aqui para conferir a programação do encontro.

24 de novembro de 2010

Reunião de Preparação da Avaliação Anual do Coletivo Regional


Coordenação do Coletivo Regional e Equipe PATAC

A coordenação do Coletivo Regional , juntamente com a equipe do PATAC, encontram-se nesse momento reunidos na sede do PATAC (Rua Capitão João Alves Lira,1114 - Prata) em Campina Grande. A reunião está sendo realizada com o objetivo de planejar a programação do encontro de Avaliação Anual do Coletivo Regional, programado para acontecer nos dias 09, 10 e 11 de dezembro deste ano, no Hotel Fazenda Day Campy.
Além da avaliação das atividades e ações desenvolvidas e realizadas pelo Coletivo Regional desde ano, o grupo pretende ainda desenvolver o plano de ações 2011 do Coletivo, visando inclusive as especificidades da atuação das Comissões Temáticas: Sementes, plantas e frutas; ÁguaCriação Animal.
A previsão é que nesses 03 dias de intensa atividade avaliativa e de planejamento estejam presentes mais de 50 agricultores e agricultores das regiões do Cariri, Seridó e Curimataú paraibano.
Na parte da tarde a equipe pretende discutir sobre a proposta da Agenda e Calendário 2011 do Coletivo, que deverão ser entregues durante a atividade.

16 de novembro de 2010

Capacitação sobre Corte de Carne Caprina em Juazeirinho

O Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú Paraibano realizará uma capacitação sobre corte de carne caprina para agricultores familiares que trabalham com a pecuária caprina e ovina como alternativas diversificadas da agricultura familiar e agroecológica. A atividade acontecerá nos dias 17, 18 e 19 (quarta, quinta e sexta-feira, respectivamente) no Salão do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeirinho.
O objetivo dessa atividade formativa visa agregar valor ao modelo de agricultura desenvolvida naquela região do Coletivo Regional, com ênfase nos mercados agroecológicos a exemplo da Bodega Agroecológica e de programas governamentais, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).
José Valterlândio Cardoso, técnico educador do PATAC, comenta: “Nesses próximos 03 dias a comissão de criação animal do Coletivo estará realizando este curso sobre cortes especiais de caprinos com os agricultores e agricultoras das regiões do Coletivo. A expectativa é que cerca de vinte integrantes possam participar da atividade. Já há algum tempo vínhamos discutindo e buscando desenvolver uma atividade que atendesse a demanda desses pequenos camponeses produtores. Esta região tem um forte potencial para a criação de caprinos, apesar disso, muitas vezes não os consumidores não encontra a carne de caprino no mercado. Com a criação da Bodega Agroecológica (espaço de comercialização do Coletivo), percebemos a necessidade de desenvolver atividades de formação sobre o beneficiamento deste produto para que possa também ser comercializado nesse espaço”.
Ele ainda afirma que hoje um dos desafios da Comissão Animal se dá com relação à discussão sobre a conservação e qualidade dos produtos de origem animal: “Atualmente a Bodega Agroecológica dispõe de freezers que garantem a qualidade e conservação desse tipo de produto, além disso, estamos desenvolvendo estratégias de planejamento da produção para que eles sejam fornecidos e distribuídos pela Bodega de forma organizada, garantindo assim sua qualidade”.
A Comissão Criação Animal é uma das comissões temáticas do Coletivo e as atividades de formação estão relacionadas à questão da ração animal, melhoria da genética local e o melhor aproveitamento dos produtos, além de outras ações práticas que contribuam com o desenvolvimento e aperfeiçoamento das unidades rurais no processo de geração de trabalho e renda.

Assessoria de Comunicação do PATAC

10 de novembro de 2010

Visita de Intercâmbio Rede Abelha

Cursos, oficinas, palestras, aulas de campo e atividades culturais estão sendo realizadas desde o dia 07 (domingo passado) na III Festa do Mel do município de Água Branca (sertão da Paraíba).

Esse ano a festa faz parte das atividades da campanha "Meu dia pede mel", que está sendo realizada desde o início do ano (19/05) em todo o país. A campanha tem como um de seus pricipais objetivos a divulgação das qualidades nutricionais do mel, enquanto alimento natural e saudável para o ser humano, assim incentivando a popular brasileira ao consumo deste alimento.

Cerca de 20 apicultores do Coletivo Regional, integrantes da Rede Abelha-PB, realizarão um intercâmbio de troca de experiência durante o evento, ao mesmo tempo participarão das atividades da programação da festa neste próximo sábado, dia 13 de Novembro.

Além da oportunidade de conhecerem a festa, os apicultores, juntamente com a coordenação da Rede Abelha, realizarão uma reunião de rearticulação durante o intercâmbio. "A Rede Abelha-PB é uma articulação muito importante para o desenvolvimento da apicultura no estado. Esta reunião é no sentido de retomar as atividades que andavam um pouco adormecidas." conta Valterlândio, representando do PATAC na coordenação da Rede. Atualmente 04 organizações fazem parte da coordenação da Rede Abelha no estado: PATAC, Cáritas, CAASP e Pastoral do Imigrante.

A programação das atividade está prevista para acontecer até este final de semana (14/11). A festa é uma realização da Associação dos Criadores de Abelhas de Água Branca e Região/PB em parceria com Vencer Juntos Paróquia de Água Branca, Prefeitura Municipal, Assessoria Jurídica da Câmara dos Vereadores, STR Água Branca, Banco Nordeste, Comércio Local, Emater-PB e Sebrae na Paraíba.


Patrícia Ribeiro
Comunicadora Popular do PATAC

5 de novembro de 2010

Encontro reúne mulheres de todo o país na Paraíba para discutir sobre Agroecologia e Plantas Medicinais

A Paraíba sediou nesta última semana (26, 27 e 28 de outubro) o “Encontro Nacional Mulheres Agroecologia e Plantas Medicinais”. O evento aconteceu no Hotel Fazenda Day Camp, em Campina Grande, Paraíba. Mais de 100 mulheres agricultoras das diversas partes do Brasil estiveram presentes para discutir, divulgar e trocar experiências sobre o uso de plantas medicinais e práticas agroecológicas, que garantem a saúde e a segurança alimentar de milhares de famílias do campo e da cidade.
No primeiro dia as participantes puderam vivenciar um momento muito especial de mística e sensibilização na abertura do encontro. Logo em seguida, Maria Emilia Pacheco, Diretora da Fase e integrante do GT Mulheres (Grupo de Trabalho Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia), facilitou um debate sobre o modelo de desenvolvimento e suas implicações na vida das mulheres.
Agricultoras de todo o Brasil são guardiãs de um saber cultural secular sobre as formas de cultivar, as qualidades e propriedades de diversas plantas do território brasileiro. O valor medicinal e a função destas plantas para a saúde humana e animal são informações que devem ser reconhecidas, fortalecidas e valorizadas. Apoiar e fortalecer iniciativas desse tipo representa garantir a luta e resistência dessas mulheres sobre os processos de marginalização do saber tradicional e de sua medicina tradicional e natural. Todos sabem do forte interesse da indústria farmacêutica na biodiversidade brasileira, e na substituição dos remédios caseiros tradicionais por remédios sintéticos.
Visita ao arredor de casa de Dona Socorro
 Elizabete da Cruz Marins, participante do Rio de Janeiro, comentou sobre o trabalho que faz no estado com 108 grupos de mulheres que utilizam dos conhecimentos tradicionais das plantas medicinais. Ela conta que esses grupos valorizam as experiências que aprenderam de suas mães, pais e avós e, ao mesmo tempo, assumem o compromisso de transmitir esses saberes para as novas gerações, garantindo assim a soberania alimentar.

O desafio da Rede é esse e aqui neste encontro de mulheres com plantas medicinais está sendo muito legal compartilhar todas essas experiências que tem aí pelo país afora, então está sendo bem interessante no sentido de somar forças, de juntar essas experiências no sentido de que se possa a partir daí conseguir políticas públicas que reconheçam esse trabalho á nível de Brasil”, explica Elizabete.
  
Visitantes conhecendo a Cisterna de placa de D. Socorro

Já no segundo dia do encontro, as mulheres puderam presenciar uma experiência do Coletivo Regional Cariri, Curimataú e Seridó, elas participaram de uma visita à propriedade da família de Dona Socorro (agricultora integrante do Coletivo Regional) na comunidade Lajedo da Timbaúba, município de Soledade/PB. Conheceram o arredor da casa de D. Socorro e trocaram experiências sobre a história da família e as plantas medicinais que ela cultiva. A Agricultora contou sobre tudo o que conquistou através das atividades de formação que participou junto ao Coletivo e com as implementações, como: a cisterna de placa adaptada pra roça, e o biodigestor, adquiridos durante a primeira e segunda fase do projeto Água no Semiárido, financiado pela Petrobrás.
As participantes retornaram ao local do evento no fim do dia e participaram de mais uma atividade da programação: a “Feira de Saberes e Sabores”. Nela, as representantes de diversas regiões do Brasil presentes, apresentaram seus produtos regionais e agroecológicos e também puderam partilhar mais uma vez suas experiências e conhecimentos.

Feira de Saberes e Sabores

Maria Luiza Andrade Ferreira, da cidade de Aparecida, sertão paraibano, falou sobre seu papel no encontro, garantindo a representatividade do Sertão que também faz parte desse grupo que utiliza de forma correta as plantas medicinais e faz questão de divulgar seu potencial e eficiência: “Com certeza o Sertão não podia ficar de fora. A gente tem um trabalho feito por mulheres, também com os jovens e não podia deixar de participar de um evento de uma grandiosidade que está sendo esse”, relata, explicando que faz parte do grupo de beneficiamento de alimentos no Assentamento Angélica. Ela ainda ressaltou a importância da produção agroecológica que é utilizada no próprio assentamento e vendida no mercado local, além do fornecimento para programas governamentais, como: PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) da Conab e o PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar.

O encontro terminou com o sentimento do dever cumprido, as participantes e organizadoras estavam otimistas com o resultado e acreditam que há boas perspectivas para um próximo encontro onde poderão dar continuidade aos laços e compromissos reafirmados nesses três dias de muito trabalho e dedicação.
Na opinião de Maria Cristina Sousa Farias (Rio de Janeiro), o objetivo do encontro foi alcançado: mostrar o potencial das plantas medicinais e o papel exercido pelas mulheres na agricultura. Isso vem garantindo, pouco a pouco, que o resgate e a socialização dos conhecimentos e valores agroecológicos, junto ao cultivo das plantas medicinais sejam espalhado pelo Brasil e pelo mundo.    

3 de novembro de 2010

Aniversário da Solidariedade no Interior da Paraíba

Neste último sábado (16 de outubro), dia em que é comemorado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) o dia Mundial da Alimentação, a comunidade de Caiçarinha, região de Pedra Lavrada/PB, juntamente com o Coletivo Regional, Patac e Heifer, celebraram o 3º aniversário do Fundo Rotativo Solidário de Animais.

O evento, realizado na sede da Associação Comunitária da Comunidade de Caiçarinha, Assentamento Belo Monte, contou com a presença de cerca de 40 pessoas. As lideranças fundadoras do assentamento deram seus depoimentos de forma emocionante, relembrando os momentos difíceis que passaram no começo, quando chegaram a terra. Dona Maria do Carmo, uma das principais lideranças fundadoras da comunidade, relembrou, alguns momentos desse período: “Quando agente chegou aqui, teve dias de agente passar o dia de fome, porque não tinha água pra cozinhar e nem tinha dinheiro pra construir uma cisterna”.

Semana de oficinas e encontros sobre o caráter produtivo do P1+2

De 28 de setembro a 1º de outubro, mais de 100 famílias Curimataú e Seridó paraibano, participarão de oficinas e encontros municipais e comunitários sobre o caráter produtivo do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), implementados pelo PATAC e COLETIVO.

O objetivo principal dos encontros é contribuir na formação dos agricultores e agricultoras no sentido de garantir a sustentabilidade das ações produtivas, assim como divulgar os resultados do P1+2 para as demais famílias das comunidades.

Nesses encontros também serão entregues os insumos (sementes e mudas) e a infraestrutura (telas, mangueiras, regadores, lonas, tijolos, canos – material para confecção dos canteiros econômicos) do caráter produtivo assim como serão assinados os recibos de recebimento. Já as oficinas terão a finalidade de capacitar pedreiros sobre um novo modelo de canteiros econômicos em água.





Agenda:
Dia 28 (terça-feira):
- 01 encontro de formação e divulgação na comunidade Quati, no município de Pedra Lavrada.

Dia 29 e 30 (quarta e quinta-feira):- 01 oficina sobre canteiros econômicos em água nos municípios de São Vicente do Seridó e Juazeirinho.

Dia 30 (quinta-feira):- 03 encontros comunitários de formação e divulgação dos resultados do P1+2 nas comunidades de Mendonça, Sussuarana e Pedra D’água, no município de Juazeirinho.

Dia 01/10 (sexta-feira):- 01 encontro de formação e divulgação do P1+2 na comunidade Canoa de Dentro, no município de Pedra Lavrada.

- 01 encontro de formação e divulgação, no município de Alcantil, com a participação de famílias agricultoras de 04 comunidades.

- Oficina na Comunidade Recanto (Alcantil) com as famílias do Cariri e Agreste. A oficina tem a organização do Fórum de Lideranças do Agreste (Folia).